10 animais que deixaram uma pegada literária: Parte 1
10 animais, 10 espécies que marcaram a literatura.

Por Leonor Rodrigues.

Gostou da Parte 1 deste artigo? Então junte-se a nós e descubra mais 5 animais que deixaram a sua marca na literatura universal e cuja descoberta recomendamos.

Moby Dick (Moby Dick, Herman Melville)

© DR

I am game for his crooked jaw, and for the jaws of Death too, Captain Ahab, if it fairly comes in the way of the business we follow; but I came here to hunt whales, not my commander’s vengeance.

Moby Dick é uma das obras literárias mais reconhecidas pelo mundo todo. Pese embora não seja um título fácil e nem toda a gente consiga ler o livro de fio a pavio, todos conhecem a história do Capitão Ahab, obcecado com caçar a baleia branca que lhe comeu a perna, e dos esforços desumanos a que se submete e à sua tripulação. Publicado pela primeira vez em 1851, é um trabalho incontornável que se foca também em vários assuntos e pormenores relacionados com os antigos baleeiros, constituindo assim uma obra como nenhuma outra. Para quem tem fôlego para livros grandes e empreitadas ainda maiores, recomendamos que se dedique a conhecer este animal, como o qual poucos existem na literatura universal.

Hedwig (Harry Potter, J.K. Rowling)

© Peter Trimming

She nipped his finger, perhaps rather harder than she would ordinarily have done, but hooted softly in a reassuring sort of way all the same.

Que se acuse o fã de Harry Potter que não começou a sentir um grande fascínio por corujas à conta da Hedwig. Hedwig é a fiel coruja de Harry Potter, que o acompanhou desde a sua primeira incursão no mundo mágico. Foi-lhe oferecida por Hagrid como prenda de aniversário na primeira ida de Harry à Diagon Alley para comprar materiais para a escola e, desde aí e até ao Momento-Que-Não-Deve-Ser-Pronunciado, nunca se separaram. Ao longo dos anos, Hedwig transportou correio e encomendas (prendas de aniversário, cartas de Sirius, Ron e Hermione e, até, a famosa Nimbus 2000), ofereceu carinho sempre que Harry precisava e, também, repreensões sob a forma de bicadas (dói mais do que parece) quando merecido.

Gato de Cheshire (Alice no País das Maravilhas, Lewis Carroll)

© Arthur Rackham

We’re all mad here. I’m mad. You’re mad.

O Gato de Cheshire é, provavelmente, sem contar com a própria Alice, a personagem mais conhecida do clássico Alice no País das Maravilhas. É uma ótima representação da insanidade e confusão encantadoras do País das Maravilhas. Aparecendo aqui e ali ao longo do livro durante a jornada de Alice, caracteriza-se por desaparecer completamente quando lhe apetece, sendo que a última parte do seu corpo a desaparecer é o sorriso, que fica a flutuar, aparentemente sem ligação ao corpo. Por isso, e por ser, de facto, um sorriso muito desconcertante, e graças às muitas adaptações cinematográficas desta história, o Gato de Chesire é facilmente reconhecível apenas pelo seu sorriso rasgado.

Aslan (As Crónicas de Nárnia, C.S. Lewis)

© Alexas Fotos | Pexels

You doubt your value. Don’t run from who you are.

Aslan, um leão falante e a única personagem que aparece em todos os sete livros da série As Crónicas de Nárnia, é o mais próximo que existe de uma deidade nesta terra mágica. Foi Aslan quem criou Nárnia, tendo sido coroado o seu primeiro Rei e soberano acima de todos os outros grandes Reis. Foi também Aslan que deu a alguns dos animais a capacidade de falarem com os humanos. Ao longo dos livros, Aslan, sempre presente no imaginário dos Narnianos, aparece esporadicamente em momentos de maior perigo, ajudando a guiar os destinos de Nárnia e dos seus habitantes, e conduzindo os merecedores ao seu próprio país quando Nárnia acaba por ser destruída.

Burocracia (Mafalda, Quino)

© Quino

— ¿Burocracia? ¡pero che, mira que ponerle burocracia! ¿Por qué burocracia? ¿Ehe? ¿Por qué?

— Y, ya está encerrada, tal vez si hubieras venido antes…

Por aqui, adoramos a Mafalda e recomendamos a todos os que não conhecem esta banda desenhada incrível de Quino. Horas passadas a ler as aventuras desta menina precoce de 6 anos, que odeia sopa e adora os Beatles mas passa grande parte do seu tempo preocupada com o futuro da Humanidade, são sempre horas bem empregues. Descubra as opiniões profundas de Mafalda, os seus pais e amigos, todos muito diferentes, do Filipe, um cabeça no ar que odeia a escola, à Susanita, cujo maior sonho é casar e ter filhos, ao Manolito, cujo pai tem uma mercearia e que representa o capitalismo. E o quadro não ficava completo sem Burocracia, a tartaruga da Mafalda, que a batizou como só ela o saberia fazer e que tão bem representa o espírito destas tiras.

O que achou das nossas escolhas? Diga-nos o que achou nos comentários e não se esqueça (se ainda não o fez) de ver a primeira parte deste artigo.

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