10 livros crossover que não pode perder: Parte 1
Gosta de livros crossover? Este artigo é para si.

Por Leonor Rodrigues.

Gostou da Parte 1 do nosso artigo? Então não perca mais 5 sugestões de livros crossover que os fãs do género vão adorar e que vão converter os indecisos.

Eu Dou-te o Sol, de Jandy Nelson

If bad luck knows who you are, become someone else.

Prepare os lenços e dedique-se à leitura deste livro inesquecível de Jandy Nelson. Jude e Noah, irmãos gémeos, eram inseparáveis, mas algo aconteceu que os separou, aparentemente para sempre. Acompanhe a sua história e a sua tentativa de reaproximação num livro difícil, mas profundamente bem escrito. A arte é um dos temas principais, por isso os nossos leitores com uma veia mais artística devem apreciar particularmente este título.

Coisas que Acontecem, de Inês Barata Raposo e Susa Monteiro (Ilustração)

Dizem que os adolescentes não sabem nada sobre a vida. Por isso, nos casos raros em que sei alguma coisa, faço questão de não dizer a ninguém.

Este livro ganhou o  Prémio Branquinho da Fonseca e basta ler as primeiras páginas para perceber porquê. É um livro inteligente, engraçado, sarcástico, que é uma representação fiel do que é ser adolescente nos dias de hoje, com todas as dúvidas, dramas, interrogações e frustrações que caracterizam estas idades. As ilustrações de Susa Monteiro criam uma segunda linha narrativa que se encaixa de forma exemplar com o texto. E desafiamos os leitores a não se rirem com epítetos e trocadilhos como «Cidade Mais Bege» ou «Sra. Como-É-Que-Te-Sentes-Hoje».

Persépolis, de Marjana Satrapi

— O teu pai foi um verdadeiro herói, devias ter orgulho nele!
— Preferia tê-lo vivo e preso do que morto e um herói.
Foi exatamente assim que ela me respondeu.

Mesmo que ainda não tenha lido, já deve ter ouvido falar de Persépolis, a autobiografia gráfica de Marjane Satrapi que causou furor em todo o mundo. Acompanhe a vida de Marjane no Irão, numa época marcada pela guerra, pelas incertezas e o fundamentalismo religioso, vistos do ponto de vista de uma menina em crescimento. Texto e imagens são maravilhosos e criam uma perspetiva nova, fresca e dura numa realidade tão distante da nossa.

E Se Formos Nós, de Becky Albertalli e Adam Silvera

If you’re not a superhero or a sorcerer, my memory is bad at retaining any information about you.

Uma tendência crescente na literatura crossover são as colaborações e esta é um ótimo exemplo, entre dois dos autores de young adult mais reconhecidos da atualidade. Dois rapazes adolescentes, com personalidades e visões do mundo muito diferentes, que se conhecem um dia, por acidente, nas ruas da cidade de Nova Iorque (e o resto é história). Os estilos dos dois autores misturam-se com grande coesão nesta história terna, que retrata impecavelmente a extraordinária banalidade da vida.

Irmão Lobo, de Carla Maia de Almeida e António Jorge Gonçalves (Ilustração)

Todos mudámos, sem sabermos exatamente para onde.
E eu comecei a perceber que, se calhar, não éramos uma boa família.

Terminamos esta lista como começámos: com a coleção Dois Passos e Um Salto da Planeta Tangerina, desta vez com Irmão Lobo. Ficamos a conhecer Bolota à medida que nos conta a história extraordinária sobre família e perda por que passou na sua infância, vendo-a pelos seus olhos aos 8 anos, quando a viveu, e já adolescente, olhando para trás. Irmão Lobo foi integrado no catálogo White Ravens 2014, o que não surpreenderá os leitores desta livro profundamente tocante. Se alguém nos acusar de termos chorado (discretamente?) no metro durante a leitura… é porque é verdade.

Diga-nos o que achou nos comentários, deixe recomendações e, se ainda não o fez, explore a Parte 1 deste artigo.

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