Uma biblioteca para pessoas com problemas
O que há de mais insólito no mundo dos livros.

Por Tito Couto.

As escolhas literárias de um pai de três crianças fechado em casa há várias semanas e que procura nos livros uma resposta para as pequenas questões da vida.

Três semanas fechado em casa com a minha mulher e os meus três filhos, o João Vítor (12), a Helena Isabel (8 anos) e o Paulo Jorge (4 anos), levam-me a questionar se Jair Bolsonaro não terá razão: no fundo vamos todos morrer um dia.
Uma biblioteca para pessoas com problemas
Hoje conversei com a diretora de turma do João Vítor, aconselhou-me a aproveitar estes tempos para estreitar laços com o meu mais velho, até porque os adolescentes passam demasiado tempo na internet a falar sabe-se lá com quem. Não está mal visto. 
Uma biblioteca para pessoas com problemas
Hoje estive a ensinar os números ao Paulo Jorge, não correu bem. Se calhar o miúdo nasceu mais para as letras. Comprei-lhe um livro.
Uma biblioteca para pessoas com problemas
Voltei a conversar com o João Vítor, tentar criar uma relação de camaradagem entre pai e filho. Só abriu a boca para dizer que tem saudades dos escuteiros.
Uma biblioteca para pessoas com problemas
A minha mulher, a Sónia, garante-me que eu andaria menos irritado se tivesse um passatempo. “Olha, porque é que não experimentas a bricolage, sempre era de alguma utilidade cá em casa!”. Vou experimentar.
Uma biblioteca para pessoas com problemas
Estas três semanas, se me ensinaram alguma coisa, foi que não conheço assim tão bem a minha família. Se esta quarentena não servir para mais nada, servirá para isso.

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