#EuGanhoÀSegunda
Conheça os vencedores do #EuGanhoÀSegunda: Uma Semana, Um Livro por Dia.

O Eu Leio em Casa e a The Book Company inauguraram a série de passatempos #EuGanhoÀSegunda com a iniciativa Uma Semana, Um Livro por Dia. Durante a semana de 20 a 24 de abril, foi lançado um passatempo diário, com uma editora parceira por dia. Foram muitas as participações e a escolha foi difícil, mas aqui ficam as respostas vencedoras.

Passatempo Bertrand Editora: Pack Margaret Atwood

O passatempo da Bertrand Editora para ganhar um pack de livros de Margaret Atwood (História de uma Serva e Os Testamentos) pedia uma resposta à pergunta «Se pudesse deixar uma única mensagem às mulheres e raparigas de Gilead, qual seria?».

A vencedora foi Carolina Barbosa, com «Tu és importante. Não tens de ser papel secundário no futuro da humanidade. Revolta-te!».

Passatempo Fábula: Lendas Portuguesas Contadas de Novo, de Ana Ventura

O passatempo da Fábula para ganhar um exemplar do livro Lendas Portuguesas Contadas de Novo, de Ana Ventura, pedia uma resposta à pergunta «Que lenda portuguesa lhe faz mais lembrar a sua infância?». 

Os nossos vencedores foram:

André Silva, com «A minha lenda portuguesa que mais me faz lembrar a minha infância é a lenda da Serra da Estrela, em que basicamente se refere que um pastor todas as noites falava com uma estrela no alto da Serra e que, quando o Rei soube disso, pediu ao pastor que trocasse a estrela por uma grande riqueza e o pastor negou trocar a sua amiga pela riqueza que o Rei lhe dava. A lenda refere que ainda hoje a estrela procura o pastor no alto da Serra. Quando era pequeno, a minha mãe contava-me imensas vezes esta lenda e jamais me esqueci da mesma. A minha mãe dizia que esta lenda demonstra que nunca devemos trocar os nossos verdadeiros amigos por dinheiro algum, pois é mais valioso um grande e verdadeiro amigo do que toda a fortuna do mundo. Ela incutiu-me esses valores e não se enganou, uma vez que um amigo verdadeiro e que nos apoie nas maiores dificuldades é muito mais valioso do que qualquer fortuna. Esta lenda transmite uma mensagem lindíssima e desde criança nunca mais me esqueci dela, de tal forma que todos os anos vou religiosamente com a minha família à Serra da Estrela e, quando estou na Torre, olho para o céu à procura da dita estrela.»

Júlio António, com «A lenda portuguesa que mais me faz mais lembrar a minha infância é a lenda do Galo de Barcelos, esta lenda fazia a minha imaginação soltar-se a mil… e às vezes ainda faz! Há lá algo mais espantoso que um galo assado que milagrosamente se levanta da travessa e começa a cantar, contribuindo para provar a inocência de um homem erradamente acusado! Ai o que eu adorava a inocência do galego e a justiça a acontecer! Ai o que eu adorava aquele valente galo assado e o seu corococó! Acredito que o meu amor pela bicharada e pela justiça nasceu tenha nascido a partir daí!»

Margarida Ribeiro Duarte, com «A lenda portuguesa que mais me lembra a minha infância é a do Milagre das Rosas. Lembro-me de ser criança e, ao ouvi-la, aquilo que mais me intrigava era o não conseguir perceber se a própria Rainha D. Isabel teria ficado surpreendida quando, no seu regaço, o pão se transformou em rosas. Qual teria sido a sua expressão quando o milagre se deu?»

Passatempo Editora Objectiva: Emocionar, de Maria Palha

O passatempo da Editora Objectiva para ganhar um exemplar do livro Emocionar, de Maria Palha, pedia uma resposta à pergunta «Se pudesse dar algum conselho ao seu eu com 10 anos, qual seria?».

Os nossos vencedores são: 

Ana Cristina Lopes, com «A vida é como um livro. Na primeira página já não estás, pois com 10 anos já terminaste grandes capítulos e foste protagonista de vários enredos. Que rica obra tens para contar! Mas o que faço aqui? Bom, eu venho do futuro (de 2020, um ano peculiar) para te dizer que vais continuar a ser uma mulher de palavra! Mas não leves tudo tão a sério (ou melhor, não leves tudo tão à letra)! “Devora” os bons momentos que a vida te dá, assim como “devoras” um bom livro. E nunca julgues ninguém pela “capa”. Sê a autora da tua felicidade e a editora do teu sorriso. O resto são palavras.»

Ana Silva, com «Minha querida Ana, Brinca mais com os teus Legos, sim. Fizeste aquela casinha que até cozinha tem, mas desmancha e continua a criar. Evidencia a tua criatividade, desenha, lê, vê com mais atenção os desenhos nos livros que lês. Vais ver como isso vai fazer a diferença quando cresceres e a ver as coisas com esse teu brilho nos olhos que trazes agora. Um beijinho do teu eu agora com 36 anos, Ana.»

Filipe Grilate, com «Se eu pudesse dar algum conselho ao meu eu com 10 anos, seria para aproveitar ao máximo os ensinamentos dos teus avós. Aprende a semear porque daqui a 20 anos vai querer ter uma horta, aprende a amassar o pão porque o melhor vêm do forno da tua avó. E o melhor de tudo é eles ensinam.te com toda a alegria.»

Passatempo Clube do Autor: Cafuné, de Mário Zambujal

O passatempo da Clube do Autor para ganhar um exemplar do livro Cafuné, de Mário Zambujal, pedia uma resposta à pergunta «Se fosse um bom malandro, que tropelias protagonizava?».

Os nossos vencedores são:

Ana Almeida, com «Fora eu uma boa malandra e havia de ir assaltar uma livraria, assim agora pela calada dos dias, que a cidade ainda está tão deserta – e eu gosto de lá andar dentro quando o sol ainda não chegou ao fim da tarde, a desenhar raios de luz nas capas coloridas, sem gente a fazer sombras. Havia de ver por lá a noite chegar, perdida a escolher o que roubar, que malandro que é malandro é esquisito, gosta de escolher bem o produto do roubo. Saia de lá já madrugada dentro, um cão ou outro a ladrar na distância, meia dúzia de pássaros a adivinhar o novo dia, saltitando na árvore grande, as costas vergadas sob o peso dos sacos cheios e um sorriso, um enorme e estúpido sorriso, estampado no rosto.»

Cláudia Eira, com «Se fosse um bom malandro, lia o “manifesto anti Dantas” com toda a expressividade do mundo à porta de homens com o nome Dantas só para ver a sua reação.»

Marta Ferreira, com
«Aí se eu fosse rapaz,
Dos espadaúdos e ariscos,
Andaria pelas ruas,
Procurando namoriscos.

Daqueles intensos e fugazes,
De andar na boca do povo,
Das vizinhas espreitarem da janela e dizerem
“nesta vida airada, ainda tão novo”.»

Passatempo Editorial Presença: Febre, de Nick Louth

O passatempo da Editorial Presença para ganhar um exemplar do livro Febre, de Nick Louth, pedia uma resposta à pergunta «Que livro me tem ajudado a lidar com este período de isolamento?».

Os nossos vencedores são:

Ana Paula Oliveira, com «Jalan Jalan, Afonso Cruz. “Um livro onde se volta, se passeia, se saboreiam as palavras. Em tempos de confinamento, Afonso Cruz leva-nos a andar na rua, a viajar não só pelo mundo, mas, também, por outros livros e autores. E pela existência humana que tanto tem de fantástica como de contraditória. Em tempos de confinamento, Afonso Cruz faz-nos olhar o mundo com outros olhos e sentir como são importantes as pequenas grandes coisas da vida.”»

Carolina Figueira, com «Os Testamentos, Margaret Atwood. Gosto muito de distopias e Handmaid’s Tale é uma das minhas preferidas. Durante a leitura d’Os Testamentos, apercebemo-nos da importância das mulheres, mas acima de tudo da importância dos livros e do conhecimento para criar sociedades saudáveis. O que seria do nosso período de isolamento, sem um bom livro que nos leve a viajar?»

Rita Taborda, com «O Arquipélago Gulag, de Alexander Soljenítsin, foi o livro que mais me marcou desde que começou o período de isolamento. A suspensão da liberdade e dos direitos no período que estamos a atravessar adquiriu a sua real dimensão.»

O Eu Leio em Casa dá os parabéns a todos os vencedores e agradece todas as participações. O #EuGanhoÀSegunda volta com um novo passatempo já esta sexta-feira, 1 de maio. Contamos convosco.

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