Uma entrevista a Jesús Trueba, da livraria La Buena Vida (Madrid)
Primeiro artigo da série Papo do Confinamento, da PublishNews.

Jesús Trueba, da livraria La Buena Vida (Premio Librería Cultural 2018), em Madrid, é o primeiro entrevistado da série Papo de Confinamento, da PublishNews, que vai dedicar-se a traduzir entrevistas publicadas pelo jornalista Lorenzo Herrero (editor da PublishNews em espanhol). Se for de viagem a Madrid, não deixe de espreitar este recanto acolhedor, onde pode explorar as prateleiras cheias de livros e ainda beber um café, um copo de vinho ou uma cerveja.

Nesta entrevista, Jesús Trueba foca-se no papel das livrarias independentes na sociedade e nos bairros e cidades em que se enquadram, sem deixar de fazer referência aos efeitos do confinamento e do Covid-19 nestas estruturas. No caso da La Buena Vida, e apesar das portas fechadas da livraria, continuam a trabalhar durante a toda a semana, duas horas por dia (das 11.00 às 13.00), para tratar de assuntos administrativos, responder a pedidos, fazer toda a manutenção do negócio que se impõe mesmo em tempos de quarentena e, claro, «para nos sentirmos úteis».

A discussão do futuro das livrarias independentes, sempre pertinente, é-o ainda mais em tempos de confinamento, uma vez que «o tecido das livrarias independentes tem um grau de exposição ao risco muito alto», diz Jesús Trueba. Este livreiro, para quem falar do livro digital «[é] como se me pedisse para falar de cinema», chama a atenção para as medidas tomadas em Bruxelas (e em outros locais), onde as livrarias, «que não são lugares de aglomeração de pessoas e que, ao contrário, servem de oxigênio social e intelectual para o confinamento», podem permanecer abertas. 

O proprietário da La Buena Vida, que se posiciona «como um comércio de bairro, que assegura uma forma de vida e a interação social em nossas comunidades», aconselha as pessoas em quarentena com poucos hábitos de leitura a «[c]omeçar com sessões de leitura de dez minutos, várias vezes ao dia». Porque, e fechando com chave de ouro, «[e]sta crise é uma oportunidade para que pessoas que nunca pegam um livro nas mãos descubram o poder curador de se concentrar mentalmente em uma história que não é a sua própria e, mesmo assim, se envolver com ela. É aprender e adquirir empatia.»

Leia a entrevista completa e diga-nos o que achou nos comentários.

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